Um elefante na sala. Capitalismo e trabalhadores rurais no campo sul-americano
DOI:
https://doi.org/10.36920/esa33-1_09Resumo
O artigo introduz os artigos apresentados à Sessão Temática “Trabalho assalariado rural: permanências e novas questões”, a qual foi proposta para oferecer uma perspectiva contemporânea sobre uma tripla vacância nos estudos sociológicos do mundo rural na América Latina. Em primeiro lugar, o desequilíbrio na produção da sociologia do mundo rural na região. Ainda que a sociologia agrária latino-americana possua longa trajetória no continente, tem sido notável a carência de estudos que deem conta do trabalho e dos trabalhadores rurais. Isto contrasta fortemente com a importância social e produtiva deste coletivo, muitas vezes a maioria demográfica entre os ocupados no mundo rural – ou, ao menos, estão entre os principais produtores diretos de valor no campo. As características sociais e as condições de vida destas maiorias operárias silenciosas são pouco conhecidas pelas sociedades em que vivem e trabalham. As condições e processos de trabalho de tais trabalhadores e trabalhadoras combinam perversamente formas arcaicas e modernizadas de exploração e precarização, contra as quais existem distintas formas de resistência (também pouco analisadas). A terceira vacância refere-se à escassez de estudos sobre a dimensão cultural e subjetiva desta classe de trabalhadores/as, para além das informações quantitativas ou relativas às suas condições de trabalho. Os artigos apresentados na Sessão Temática contribuem com interpretações sobre esse sujeito coletivo e sobre processos há muito estabelecidos, contribuindo para ampliar o debate sobre as (re)configurações do mundo do trabalho nos contextos das modernidades capitalistas no mundo rural.
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Copyright (c) 2026 Mucio Tosta Gonçalves, Juan Manuel Villulla

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